sexta-feira, 6 de julho de 2007

LeMetro

Modos de habitar, conflitos e dramas sociais: As disputas pelo uso “lugar” numa Vila Residencial Projeto de Extensão Universitária Co-participantes: Marcos Aurélio Lacerda da Silva – Graduando em Ciências sociais – IFCS/UFRJ Vera Lúcia Valente – Graduada em Ciências Sociais – IFCS/UFRJ Eduardo Lacerda Mourão – Graduando em Ciências Sociais – IFCS/UFRJ Maria de Fátima Farias – Graduanda em Ciências Sociais – IFCS/UFRJ Viviane de Oliveira Mello – Graduanda em Ciências Sociais – IFCS/UFRJ
Nosso trabalho tem como principal objetivo buscar compreender o modo como se configura o processo de uso e acesso ao uso do espaço de âmbito coletivo, o espaço público, numa Vila Residencial situada na Ilha do Fundão, dentro da cidade universitária da UFRJ. Parte se da premissa de que os ambientes urbanos são fenômenos culturais que se constituem num processo constante de negociação do uso do espaço de âmbito coletivo – espaço público – envolvendo uma série de grupos de interesse, todos em disputas pelo uso e acesso ao uso do “lugar”. Quais os grupos de interesse que fazem parte do processo? Como entender uma questão tão complexa como a que envolve o processo de regularização fundiária, levando em consideração a dinâmica que envolve as relações entre estes mesmos grupos de interesse? Qual a dinâmica que envolve a relação entre as instâncias mediadoras que controlam o acesso e o uso do lugar? Trata-se de pensar a dinâmica dos conflitos que envolvem os inúmeros agentes sociais em suas disputas pelo uso do “lugar”, o drama social vivido pelos moradores com o processo de regularização fundiária, as formas de negociação da gestão das distâncias sociais, a questão da divisibilidade da propriedade, a coexistência de valores aparentemente díspares como os valores atrelados ao individualismo e os valores identificados com formas de associação “comunitária”, os diversos modos de habitar criados pelos moradores da Vila, a visível estratificação social, a co-presença de instituições oficiais ligadas ao Estado, no âmbito federal, estadual e municipal, (incluindo aí a própria Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ) e organizações locais como a associação de moradores (AMAVILA), algumas ONGS,e os próprios moradores(com suas demandas significativas e “autônomas”, nem sempre vinculadas a estas instâncias mediadoras) todos em disputa pelo monopólio do uso e do acesso ao uso do lugar. Intermediações, mediações, conflitos e alternativas de convivência: Um estudo sobre individualismo e formas de socialização num alojamento de estudantes universitários As relações tensas entre os processos de individuação e as formas de socialização, ou melhor, entre “Indivíduo” e “Sociedade”, fazem parte de uma longa tradição de estudos em Sociologia e Antropologia.Uma outra discussão também presente nas tradições sociológicas e antropológicas - sobretudo nos estudos de Ecologia Humana desenvolvidos pela Escola de Chicago - é a que se realiza através de análises relativas aos processos de criação das formas de convivência e construção de redes de sociabilidades nos ambientes de habitação coletiva e nos meios urbanos os mais diversos. Nosso trabalho tem como principal foco de interesse a problemática que envolve estes dois eixos de análises e suas possíveis conexões: A tensão existente nas relações entre “Indivíduo” e “Sociedade” em relação com as formas de sociabilidade construídas em ambientes de habitação coletiva, tendo como um dos principais focos de análise e estratégia de pesquisa o estudo das formas de uso do espaço de âmbito coletivo, o espaço comum, ou “espaço público”, através da observação e participação nas ações concretas dos atores sociais envolvidos. A pesquisa vem sendo desenvolvida no alojamento de estudantes da UFRJ, situado na Ilha do Fundão, zona norte da capital carioca, onde o pesquisador- que também mora no local- desenvolve o projeto como parte de uma linha de pesquisa desenvolvida no LeMetro que privilegia o estudo das “Habitações coletivas” em seus mais variados campos empíricos, cortiços, favelas, conjuntos habitacionais, vilas operárias, casas de estudantes, etc.

texto LeMetro

Modos de habitar, conflitos e dramas sociais: As disputas pelo uso “lugar” numa Vila Residencial Projeto de Extensão Universitária Co-participantes: Marcos Aurélio Lacerda da Silva – Graduando em Ciências sociais – IFCS/UFRJ Vera Lúcia Valente – Graduada em Ciências Sociais – IFCS/UFRJ Eduardo Lacerda Mourão – Graduando em Ciências Sociais – IFCS/UFRJ Maria de Fátima Farias – Graduanda em Ciências Sociais – IFCS/UFRJ Viviane de Oliveira Mello – Graduanda em Ciências Sociais – IFCS/UFRJ
Nosso trabalho tem como principal objetivo buscar compreender o modo como se configura o processo de uso e acesso ao uso do espaço de âmbito coletivo, o espaço público, numa Vila Residencial situada na Ilha do Fundão, dentro da cidade universitária da UFRJ. Parte se da premissa de que os ambientes urbanos são fenômenos culturais que se constituem num processo constante de negociação do uso do espaço de âmbito coletivo – espaço público – envolvendo uma série de grupos de interesse, todos em disputas pelo uso e acesso ao uso do “lugar”. Quais os grupos de interesse que fazem parte do processo? Como entender uma questão tão complexa como a que envolve o processo de regularização fundiária, levando em consideração a dinâmica que envolve as relações entre estes mesmos grupos de interesse? Qual a dinâmica que envolve a relação entre as instâncias mediadoras que controlam o acesso e o uso do lugar? Trata-se de pensar a dinâmica dos conflitos que envolvem os inúmeros agentes sociais em suas disputas pelo uso do “lugar”, o drama social vivido pelos moradores com o processo de regularização fundiária, as formas de negociação da gestão das distâncias sociais, a questão da divisibilidade da propriedade, a coexistência de valores aparentemente díspares como os valores atrelados ao individualismo e os valores identificados com formas de associação “comunitária”, os diversos modos de habitar criados pelos moradores da Vila, a visível estratificação social, a co-presença de instituições oficiais ligadas ao Estado, no âmbito federal, estadual e municipal, (incluindo aí a própria Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ) e organizações locais como a associação de moradores (AMAVILA), algumas ONGS,e os próprios moradores(com suas demandas significativas e “autônomas”, nem sempre vinculadas a estas instâncias mediadoras) todos em disputa pelo monopólio do uso e do acesso ao uso do lugar. Intermediações, mediações, conflitos e alternativas de convivência: Um estudo sobre individualismo e formas de socialização num alojamento de estudantes universitários As relações tensas entre os processos de individuação e as formas de socialização, ou melhor, entre “Indivíduo” e “Sociedade”, fazem parte de uma longa tradição de estudos em Sociologia e Antropologia.Uma outra discussão também presente nas tradições sociológicas e antropológicas - sobretudo nos estudos de Ecologia Humana desenvolvidos pela Escola de Chicago - é a que se realiza através de análises relativas aos processos de criação das formas de convivência e construção de redes de sociabilidades nos ambientes de habitação coletiva e nos meios urbanos os mais diversos. Nosso trabalho tem como principal foco de interesse a problemática que envolve estes dois eixos de análises e suas possíveis conexões: A tensão existente nas relações entre “Indivíduo” e “Sociedade” em relação com as formas de sociabilidade construídas em ambientes de habitação coletiva, tendo como um dos principais focos de análise e estratégia de pesquisa o estudo das formas de uso do espaço de âmbito coletivo, o espaço comum, ou “espaço público”, através da observação e participação nas ações concretas dos atores sociais envolvidos. A pesquisa vem sendo desenvolvida no alojamento de estudantes da UFRJ, situado na Ilha do Fundão, zona norte da capital carioca, onde o pesquisador- que também mora no local- desenvolve o projeto como parte de uma linha de pesquisa desenvolvida no LeMetro que privilegia o estudo das “Habitações coletivas” em seus mais variados campos empíricos, cortiços, favelas, conjuntos habitacionais, vilas operárias, casas de estudantes, etc.