Como parte de uma linha de pesquisa desenvolvida pelo LE Metro, (Laboratório de Etnografia Metropolitana/DAC-IFCS-UFRJ) - coordenado pelo Prof. Marco Antonio da Silva Mello - que tem como enfoque central o estudo das “habitações coletivas” nos seus mais variados campos empíricos, tais como cortiços, favelas, casas de estudantes, conjuntos habitacionais, vilas operárias, loteamentos periféricos etc, nosso trabalho tem como principal objetivo buscar compreender o modo como se configura o processo de uso e acesso ao uso do espaço de âmbito coletivo, o espaço público, numa Vila Residencial situada na Ilha do Fundão, dentro da cidade universitária da UFRJ.
Trata-se de pensar a dinâmica dos conflitos que envolvem os inúmeros agentes sociais em suas disputas pelo uso do “lugar”, o drama social vivido pelos moradores com o processo de regularização fundiária, as formas de negociação da gestão das distâncias sociais, a questão da divisibilidade da propriedade, a coexistência de valores aparentemente díspares como os valores atrelados ao individualismo e os valores identificados com formas de associação “comunitária”, os diversos modos de habitar criados pelos moradores da Vila, a visível estratificação social, a co-presença de instituições oficiais ligadas ao Estado, no âmbito federal, estadual e municipal, (incluindo aí a própria Universidade Federal do Rio de Janeiro- UFRJ ) e organizações locais como a associação de moradores (AMAVILA), algumas ONGS,e os próprios moradores(com suas demandas significativas e “autônomas”, nem sempre vinculadas a estas instâncias mediadoras) todos em disputa pelo monopólio do uso e do acesso ao uso do lugar.
Este trabalho é parte de um projeto de extensão vinculado ao Programa de Inclusão Social da Vila Residencial da UFRJ.
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